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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Artigo: E agora, vamos perder o ano letivo?

 

Em maio, falei da questão da pandemia e suas interferências no processo escolar, ou como queriam, no processo pedagógico da aprendizagem. A partir do texto, muitas dúvidas me foram apresentadas sobre a aprendizagem, sobre o ano letivo, sobre o que fazer nessa situação.

 

Inicialmente é preciso repetir o que já disse: estamos vivendo uma situação inédita. Ninguém de nós, pais, professores, escolas, sociedade, ou até, melhor dizendo, raça humana esperava ou sequer estava preparada.

 

Evidentemente que isso mexeu e está mexendo, com tudo e com todos. Ao passar dos dias vemos os casos se aproximarem de nós, as pessoas têm nome, endereço e muitas são até conhecidas. O medo, a incerteza e a angústia, muitas vezes, toma conta de nós. Sabemos que vai passar, mas quando?

 

As escolas tentam fazer o melhor que podem para diminuir as perdas e consequências da falta de aulas como sempre temos vivido, pois pelo menos, na educação infantil e nos anos iniciais, nunca se viveu tais experiências de ensinar e aprender de forma remota ou, se quisermos, não presencial.

 

A verdade é que as escolas, sejam públicas ou privadas estão fazendo o que podem, revolucionando, reinventando, “dando duro” para manter, de alguma forma o ensino.

 

Os pais, mesmo os que se julgam incapazes de fazer alguma coisa, estão, a seu modo, auxiliando as crianças. E isso é que faz a diferença. Nem a escola, nem os pais e nem os professores sabiam que um dia passariam por isso e, de fato, muitos não sabem o que fazer.

 

Os governos, os conselhos de educação, o conselho nacional de educação, o Ministério da Educação, tentam, de alguma forma, dar alguns indicativos e/ou respostas para a situação, porém, o contexto das escolas brasileiras é muito heterogêneo. E, não estou apenas comparando redes privadas ou públicas. Mesmo nas mais diferentes situações, cada escola é um contexto, é uma realidade, que depende de muitos fatores. Por isso mesmo, não há receitas para resolver a questão de ensinar e aprender em meio à pandemia.

 

Pessoalmente penso que todas as ações merecem respeito e apoio. Todas as tentativas de mitigar as dificuldades por que passam as crianças e as famílias, merecem respeito.

 

Grandes dúvidas, como a questão do ano letivo, povoam a cabeça de pais e professores, e, de modo muito especial, dos gestores das escolas.

 

Para essa questão, a única resposta possível, nesse momento, é que se deve esperar e ter paciência. Não há o que fazer. A questão do isolamento social, especialmente dos pequenos, é fundamental nesse momento crítico. Não queremos que sejam eles a trazer para casa a infecção. Por isso, é de suma importância, a compreensão de que devem ficar em casa.

 

Ano letivo pode ser ganho de outras formas. A vida e a saúde são muito mais importantes que um “período letivo”. Especialmente para nossas crianças. Por isso, calma, por pior que a situação seja, calma, para poder planejar o que pode ser feito no momento em que os governos disserem que podemos retomar a presencialidade nas escolas.

 

O Conselho Nacional de Educação, por meio do Parecer 05/20 traz instruções para todos os níveis, modalidades e etapas de ensino. São questões legais que devem ser consideradas pelos sistemas estaduais e municipais de educação. Com base no Parecer do CNE podemos “suavizar” um pouco os “estragos” dessa pandemia no setor escolar.

 

Pais, professores, gestores das escolas e autoridades precisam ter consciência de que a matemática de uma pandemia é clara: a não ser que pratiquemos distanciamento social radical, teremos milhares de casos de Covid-19 no Brasil. Países que agiram rapidamente conseguiram evitar o colapso de seus sistemas de saúde e reduziram taxas de mortalidade. No tabuleiro da saúde pública, escolas e universidades tornaram-se peças centrais.

 

Por isso é fundamental entender que os estudantes precisam estar afastados da sala de aula por tempo ainda indeterminado e, por isso, é fundamental que as famílias e as escolas encontrem formas, criem estratégias para que as crianças continuem aprendendo, de forma saudável e viável, durante a crise.

 

Nenhum de nós acha que vai mover a escola para dentro de casa em um passe de mágica. Isso é ilusão. É impossível conseguir “cobrir” o mesmo currículo, é irreal achar que professores terão tempo para executar todos os seus planos de aula online e é cruel exigir que crianças e adolescentes passem toda uma manhã em videoconferência.

 

E pais, provavelmente, não vão ter tempo ou formação para acompanhar as atividades das crianças por semanas a fio. O primeiro passo, portanto, é ajustar nossas expectativas e entender que qualquer solução agora será insuficiente e que nossas expectativas precisam ser realistas.

 

Por isso, meu apelo a todos os professores e pais: façamos o que é possível. Mantenhamos o contato com nossas crianças. Tragamos esperança no dia de amanhã. Expliquemos que o ano letivo será recuperado de alguma forma, que a aprendizagem não será esquecida ou perdida. Que é importante fazer atividades escolares, mesmo que se tenha alguma dificuldade.

 

E, em especial aos pais: ninguém está lhes pedindo para serem pedagogos, apensas para exercerem a parentalidade também nesse momento inusitado para a educação de seus filhos.

 

Para os professores, não exagerem, passem atividades e conteúdos que as crianças possam entender e se encantar em resolver. Depois vocês retomam e explicam o que ficou menos compreendido.

 

Para todos nós, o ano letivo, um período no ano, é muito menos importante do que as nossas vidas, a gente recupera, só não poderemos recuperar a vida, pense nisso, enquanto lhe desejo boa semana.

 

* Dirceu Antonio Ruaro é assessor pedagógico da Faculdade Mater Dei e membro do CEE/PR

Artigo publicado no Diário do Sudoeste.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Um brinde aos recomeços...

A vida é Movimento...

Todos os dias recebemos um novo presente...

Uma nova oportunidade de VIVER...

O recomeço nos dá a oportunidade de fazer novas escolhas...

É necessário perceber que essas novas escolhas podem mudar o rumo de nossa vida.

A rotina tem suas partes boas, suas vantagens...

Mas a mudança também pode ser benéfica...

Não devemos ter medo de mudar, de tentar fazer melhor...

Ficar acomodado não é evolução e sim inação...

Nossa mente não tem limite, não existe uma memória fixa...

Ela é receptiva e aberta a novas maneiras de viver...

É só tentar ignorar o MEDO.

Qual será a sua experiência se você fizer sempre as mesmas coisas? Sempre do mesmo jeito?

Sair da rotina nos torna fortes...

O Universo é mestre em nos fazer sair da rotina... Fura um pneu... Chove... Acaba a luz...

Perceba que quando aprendemos a lidar com as surpresas, agradáveis ou não, nos tornamos melhores...

A rotina nos deixa entediados e com medo de mudanças...

É importante perceber que não somos os mesmos que alguns dias atrás...

Tudo que passamos serve para evoluirmos...

Recomeçar é procurar o NOVO, é dar-se a oportunidade e fazer diferente.

 

Se não está dando certo deste modo... É necessário recomeçar... Mas, de outro modo...

 

Não tenha medo de recomeçar e fazer diferente...

 

Reflita!

 

Paulo Sérgio Lopes

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

02 de Novembro - Finados


Dia de lembrar de todos aqueles que não estão mais entre nós, mas que significam muito.



Aos Antepassados:

Oração de gratidão e iluminação aos ancestrais e a família.

Gratidão queridos pais, avós e demais ancestrais por terem tecido o meu caminho.

Imensa gratidão pela imensidão dos seus sonhos que, de alguma forma, são hoje a minha realidade.

A partir deste ponto e com muito amor, dou luz à tristeza que houve nas gerações passadas, dou luz à raiva, às partidas prematuras, aos nomes não ditos, aos destinos trágicos.

Dou luz à flecha que cortou caminhos e tornou a calçada mais fácil para nós.

Dou luz à alegria, às histórias repetidas várias vezes.

Dou luz ao não dito e aos segredos de família.

Dou luz às histórias de violência e ruptura entre casais, pais e filhos e entre irmãos e que seja o tempo e o amor que volte a unir.

Dou luz a todas as memórias de limitação e pobreza, a todas as crenças desestruturantes e negativas que permeiem o meu sistema familiar.

Aqui e agora semeio uma nova esperança, alegria, união, prosperidade, entrega, equilíbrio, ousadia, fé, força, superação, amor, amor e amor.

Que todas as gerações passadas e futuras sejam agora, neste instante, cobertas com um arco-íris de luzes que curem e restaurem o corpo, a alma e todos os relacionamentos.

Que a força e a bênção de cada geração alcance sempre e inunde a geração seguinte.

Assim seja.

Assim é!

Bert Hellinger

domingo, 1 de novembro de 2020

Novembro Azul



Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro, dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, chamado Movember, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado no dia 17 de novembro.

No Brasil, o Novembro Azul foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque, e obteve ampla divulgação. Em 2014, o Instituto realizou 2.200 ações em todo o Brasil, com a iluminação de pontos turísticos (como Cristo Redentor, Congresso Nacional, Teatro Amazonas, Monumento às Bandeiras), adesão de celebridades (Zico, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello), ativações em estádios de futebol, corridas de rua e autódromos, além de palestras informativas, intervenções em eventos populares e pedágios nas estradas.

Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de próstata, outras doenças como o câncer de testículo, depressão masculina, cultivo da saúde do homem, entre outros.