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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Mensagem - Zíbia Gasparetto


Dizer sim quando quero dizer não é dar mais valor aos outros do que a mim, é não colocar meus limites, e isso é não me respeitar. É o mesmo que dizer que o que eu sinto não vale nada, que os ouros podem passar por cima de mim à vontade. E eles passam, sem dó nem piedade.
Hoje estou aprendendo a dizer não. Quando não quero alguma coisa, simplesmente digo não. Sem raiva nem emoção. Um não é só uma negativa. É nosso limite. Um direito que temos de decidir o que desejamos ou não fazer. A isso se dá o nome de dignidade. Quando nos colocamos com sinceridade, dizendo o que sentimos, somos respeitados.

(Zíbia Gasparetto)

Tecnologia na sala de aula


5 novidades que já estão nas escolas

Por Luísa França

O uso da tecnologia na sala de aula tem modificado o modo como os jovens aprendem. Nascidos depois do ano 2000, quando uma verdadeira revolução tecnológica aconteceu, os alunos de hoje demandam abordagens inovadoras quando o assunto é ensino.

Os professores também têm mudado suas práticas pedagógicas por causa da tecnologia, de acordo com a pesquisa TIC Educação, que traz dados a respeito da influência das tecnologias da informação e da comunicação em escolas públicas e particulares. O estudo, realizado em 2016, aponta que 94% dos professores ouvidos acreditam que o uso de tecnologias permite o acesso a materiais didáticos mais diversos e de melhor qualidade. Além disso, a maioria concorda que outros benefícios são a adoção de novos métodos de ensino e o cumprimento de ações administrativas com maior facilidade – 85% e 82%, respectivamente.

Desse modo, cabe aos educadores e gestores escolares acompanhar os avanços das principais tendências, investindo cada vez mais em métodos de ensino que tragam a tecnologia para a sala de aula.

Pensando nisso, reunimos neste artigo 5 novidades que já podem ser vistas em escolas de todo o país.

1. Livro digital


Os livros digitais começaram a ganhar força nos últimos anos, quando as principais livrarias do Brasil investiram nos seus próprios modelos de e-reader. Não demorou para que a novidade tomasse conta das escolas, e é fácil entender o porquê.

Prático, leve e moderno, os leitores digitais chamaram a atenção dos jovens que cresceram em meio a videogames e computadores. Entre os aspectos que garantiram a popularidade dessa tecnologia, o mais relevante provavelmente é a possibilidade de se explorar recursos que vão muito além do que é apresentado no livro didático impresso.

Isso porque os leitores digitais permitem que o texto original seja complementado com vídeos, áudios, animações, simulações, mapas interativos, softwares, links e muitos outros materiais que visam a facilitar a aprendizagem. Esses recursos ajudam professores e alunos a contextualizarem e conectarem os conteúdos, tornando o conhecimento mais aprofundado.

2. Formação continuada online


A formação continuada é muito importante para qualquer educador, porque ajuda o docente a aprimorar suas práticas pedagógicas e a se atualizar a respeito de novas tendências educacionais.

Entretanto, muitas vezes conciliar os cursos e palestras de formação com a rotina atarefada do professor ou do gestor escolar pode ser um grande desafio. Nesse caso, a formação continuada online tem muito a contribuir.

Os cursos à distância são disponibilizados online e podem ser feitos conforme o ritmo e disponibilidade de cada professor, tornando o processo de desenvolvimento muito mais flexível e proveitoso. Há cursos que contam inclusive com tutoria online, para esclarecer possíveis dúvidas, e certificação de conclusão. A formação continuada online também viabiliza o Microteaching, uma teoria que tem ganhado força devido aos seus benefícios e sua viabilidade.

3. Gamificação


A gamificação consiste em trazer a dinâmica dos games para a sala de aula e é uma das maiores tendências atuais no campo da educação. Alguns dos aspectos dos jogos que podem ser trazidos para a sala de aula são o desafio, que estimula os alunos a se superarem; a definição de objetivos, que ajuda o estudante a manter o foco nas tarefas; e a competição, que aumenta o engajamento quando incentivada de maneira saudável.

O grande benefício da gamificação para a educação é a sua capacidade de estimular os alunos a aprender mais e de maneira divertida. Além disso, ao aplicar os conhecimentos nos jogos, fica mais fácil colocar o conhecimento em prática e fixar o conteúdo aprendido nas aulas.

Em sala, a gamificação aparece, por exemplo, por meio de atividades aplicadas de forma lúdica, que concedem recompensas conforme o aluno aplica seu conhecimento e que ficam mais difíceis ao passo que o estudante avança nas tarefas.

4. Redes Sociais


Ainda que normalmente sejam usadas para diversão, as redes sociais têm grande potencial de contribuir com o processo educativo – tanto dos alunos quanto dos professores e da gestão escolar.

A criação de grupos, por exemplo, é uma prática que tem muito a contribuir. Grupos criados com os alunos possibilitam que os professores enviem materiais diferentes e interessantes, que atraem a atenção dos alunos, mas que fogem do formato padrão que é visto em sala.

Além disso, os grupos permitem que os alunos discutam os conteúdos entre si e tirem suas dúvidas com os colegas de maneira mais prática e rápida. O professor pode até mesmo propor debates a respeito de notícias e acontecimentos que se relacionem com o conteúdo trabalhado em aula.

Quando criados envolvendo professores e gestão escolar, por sua vez, os grupos permitem a troca de boas práticas pedagógicas e ajudam a transmitir avisos de forma mais rápida.

5. Avaliação online

O processo de aplicar uma atividade impressa em sala geralmente envolve a preparação da atividade e a sua correção manual, sendo que muitas vezes o resultado não vai além da porcentagem de acerto.

Nesse contexto, as avaliações online têm muito a contribuir – tanto no que diz respeito ao tempo de correção quanto aos resultados dos alunos. Isso porque esse tipo de atividade é corrigido automaticamente e gera relatórios de desempenho que vão muito além do número de acertos.

Torna-se possível acompanhar, por exemplo, a taxa de acerto por conteúdo ou habilidade, bem como a taxa de marcação por alternativa. Calcular esses tipos de resultados manualmente é inviável para qualquer professor, mas com a atividade online esses dados passam a ser oferecidos automaticamente.

Assim, o tempo que originalmente era gasto corrigindo-se atividades pode ser usado para se fazer análises profundas do aprendizado dos alunos. Com isso, a escola tem informações muito valiosas que a ajudam a aprimorar constantemente as práticas pedagógicas.

Conclusão

A educação está em constante transformação e a tecnologia está cada vez mais presente nos processos pedagógicos. As novas tendências educacionais têm ajudado as escolas a se aproximar dos alunos, a melhorar o aprendizado a atualizar os processos pedagógicos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Leitura: “A cabana” para refletir e aprender


Por Luiza Fletcher

“A Cabana” é um filme baseado na obra de mesmo nome do autor americano William P. Young. A história gira em torno de um homem que perdeu sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado. No entanto, evidências de um crime são encontradas em uma cabana abandonada nas montanhas.


Muitos anos depois desse acontecimento, ele recebe um chamado misterioso para retornar à cabana, e lá ele vive uma transformação completa de vida, passando a entender tudo o que lhe aconteceu.

A Cabana é uma história inspiradora e transformadora. Retrata com profundidade os sentimentos humanos e carrega uma grande sabedoria consigo.

Confira abaixo algumas incríveis citações para fazer você refletir.

1. “O ser transcende a aparência! Assim que você começa a descobrir o ser que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais…”

2. “Às vezes a memória pode ser uma companheira enganosa.”

3. “Perdoar não significa esquecer.”

4. “Você quer a promessa de uma vida sem dor, isso não existe.”

5. “Só porque você acredita firmemente numa coisa não significa que ela seja verdadeira.”

6. “Se prestarmos bastante atenção, sempre conseguiremos descobrir alguma compensação no sofrimento.”

7. “Não é da natureza do amor forçar um relacionamento, mas é da natureza do amor abrir um caminho.”

8. “A confiança é fruto de um relacionamento em que você sabe que é amado.”

9. “E se você odiar a minha história, desculpe, ela não foi escrita pra você.”

10. “Quando tudo o que conseguimos ver é só a nossa dor, talvez seja aí que perdemos a visão de Deus.”

11. “Todas as vezes que você perdoa, o universo muda. Cada vez que você estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma…”

12. “Ninguém fica impune a nada. Tudo tem suas consequências.”

13. “A pessoa que vive dominada pelos medos não encontra liberdade no amor.”

14. “O amor sempre deixa uma marca significativa.”

15. “Bom, às vezes, a vida é dura, mas eu tenho muita coisa para agradecer.”

16. “Crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido.”

17. “A vida custa um bocado de tempo e um monte de relacionamentos.”

18. “O mundo está cheio dessas pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração: que são dóceis desde que nada as ofenda, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua dourada, quando falam frente a frente, transforma-se em dardo envenenado quando falam por trás.”

19. “- Mas você tem de admitir que as regras e os princípios são mais simples do que os relacionamentos. – É verdade que os relacionamentos são muito mais complicados do que as regras, mas as regras nunca vão nos dar as respostas para as questões profundas do coração. E nunca amarão.

20. “Não estou pedindo que acredite em nada, mas vou lhe dizer que você vai achar este dia muito mais fácil se simplesmente aceitá-lo como é, em vez de tentar encaixá-lo em suas ideias preconcebidas.”

21. “As emoções são as cores da alma.”

22. “Deus não precisa castigar as pessoas pelos pecados. O pecado já é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. O objetivo de Deus não é castigar. Sua alegria é curar.”

23. “Existem as doenças de sua alma que o inibem e amarram, as influências sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cérebro. E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas. Diante dessa confluência de inibidores multifacetados o que é de fato a liberdade.”

24. “O perdão existe em primeiro lugar para aquele que perdoa, para libertá-lo de algo que vai destruí-lo, que vai acabar com sua alegria e capacidade de amar integral e abertamente…”

25. “Ainda acho que precisamos conhecer o inverno para compreender o verão, assim como é necessário passar por momentos de tristeza profunda para conseguir identificar e valorizar a felicidade quando ela chegar. E não devemos, nunca, nos esquecer das pessoas que amamos.”

26. “Cada relacionamento é absolutamente único. Por isso você não pode amar duas pessoas da mesma maneira. Simplesmente não é possível. Você ama cada pessoa de modo diferente por ela ser quem ela é e pela especificidade do que ela recebe de você. E quanto mais vocês se conhecem, mais ricas são as cores desse relacionamento.”

27. “A vida machucou você. As mentiras são um dos lugares mais fáceis para onde os sobreviventes correm. Elas dão um sentimento de segurança, um lugar onde você só precisa contar consigo mesmo. Mas é um lugar escuro, não é?”

28. “É bom para a alma deixar que as águas rolem de vez em quando, as águas que curam.”

29. “Entendo como é difícil para você começar a perceber, quanto mais imaginar, o que são o verdadeiro amor e a bondade. Porque você está tão perdido em suas percepções da realidade e ao mesmo tempo tão seguro de seus julgamentos. O amor verdadeiro nunca força.”

30. “(…) Já julgou muitas pessoas durante a vida. Julgou os atos e até mesmo as motivações dos outros, como se soubesse quais eram. Julgou a cor da pele, a linguagem corporal e o odor pessoal. (…) Até julgou o valor da vida de uma pessoa segundo seu conceito de beleza.”

31. “Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar.”

Dislexia


Como identificar a dislexia

Para identificar a dislexia é preciso ter em atenção algumas características comuns desta doença e que auxiliam no diagnóstico de crianças com este distúrbio da comunicação.


Alguns dos sinais claros desta condição, e que são considerados indicadores precoces da doença, são os retardos ou hesitações na escolha das palavras, na substituição de palavras e na nomeação de letras e números.

As crianças disléxicas em idade pré-escolar podem demorar muito para falar, podem apresentar problemas de articulação das palavras e dificuldades para lembrar os nomes das letras, dos números e das cores. É comum também entre essas crianças a dificuldade para combinar os sons, rimar palavras, identificar a posição dos sons nas palavras, segmentar palavras em sons e identificar o número de sons nas palavras.

São frequentes os problemas de memória recente para os sons e para colocá-los na ordem correta.

Muitas crianças com dislexia confundem letras e palavras com outras semelhantes, sendo comum ocorrer inversão de letras durante a escrita (p.ex., me no lugar de em) ou a confusão entre letras (p.ex., d no lugar de b).

Substituições Comuns de palavras e letras na Dislexia

f – t
d – b
m – n
w – m
v – f
sol – los
som – mos

DISLEXIA COMO IDENTIFICAR E AJUDAR O ALUNO

O que é a dislexia?

A dislexia não é uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem.  Pesquisas atuais, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente, tornando-as pessoas únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias.

Anime o aluno dislexia

Embora os disléxicos tenham grandes dificuldades para aprender a ler, escrever e soletrar, suas dificuldades não implicam em falta de sucesso no futuro, haja vista o grande número de pessoas disléxicas que obtiveram sucesso.  Alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com o stress (Gorman, 2003).

Classificação de todas as dislexias existentes:

Alguns autores classificam a dislexia tendo como base testes diagnósticos, fonoaudiológico, pedagógicos e psicológicos.
Conforme Lanhez (2002), a dislexia pode ser classificada em:
1. Dislexia disfonética;
2. Dislexia diseidética;
3. Dislexia visual;
4. Dislexia auditiva;
5. Dislexia mista.

Para Moojen apud Rotta (2006), é possível classificar a dislexia em três tipos:Dislexia fonológica (sublexical ou disfonética); Dislexia lexical (de superfície); Dislexia Mista.

O papel do professor

A primeira tarefa do professor é resgatar a autoconfiança do aluno. Descobrir suas habilidades para que possa acreditar em si mesmo ao se destacar em outras áreas.

O professor primário deve ele próprio construir os seus instrumentos de diagnóstico pedagógico (diagnóstico informal) a fim de conduzir a sua atividade mais coerentemente. É do maior interesse o uso de instrumentos que permitam detectar precocemente qualquer dificuldade de aprendizagem, pois só assim uma intervenção psicopedagógica pode ser considerada socialmente útil, pois quanto mais tarde for identificada a dificuldade, menos hipóteses haverá para solucionar corretamente.  (FONSECA, 1995).

É importante que o professor explique à criança o seu problema, sente ao lado dela, não a pressione com o tempo, não estabeleça competições com os outros, que seja flexível quanto ao conteúdo das lições, que faça críticas construtivas, estimule o aluno a escrever em linhas alternadas (o que permite a leitura da caligrafia imprecisa), certifique-se de que a tarefa de casa foi entendida pela criança, peça aos pais que releiam com ela as instruções, evite anotar todos os erros na correção (dando mais importância ao conteúdo), não corrija com lápis vermelho (isso fere a suscetibilidade da criança com problemas de aprendizagem), e procure descobrir os interesses e leituras que prendam a atenção da criança.

O papel dos pais na dislexia do filho

Os pais precisam ficar atentos a frustrações, tensões, ansiedades, baixo desempenho e desenvolvimento apresentado pelos filhos. Cabe a eles a responsabilidade de ajudar a criança a ter resultados melhores, e deve partir deles, a procura de profissionais para realizar um diagnóstico multidisciplinar a cerca das dificuldades da criança, porque quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e intervenção melhor, maiores são as oportunidades de sucesso.

O encorajamento, a ajuda, a compreensão e a paciência (pois o disléxico leva mais tempo para realizar algumas tarefas, e poderá ter de repeti-las várias vezes para retê-las), fazem parte do papel dos pais, assim como ir a busca de uma instituição educacional que atenda da melhor maneira às necessidades da criança (por exemplo, estudar o currículo da escola e seu método de ensino). E ter uma relação de troca, fazendo um intercâmbio entre os acontecimentos em casa, na escola e com os profissionais envolvidos.

Com informações TUA SAUDE