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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

O tempo passou e me formei em solidão


Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, ao final da tarde.

 

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

 

- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

 

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

 

- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

 

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... Casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

 

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha, geralmente uma das filhas, e dizia:

 

- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

 

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.

 

Para que televisão? Para que rua? Para que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam... Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

 

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa... Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.

 

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

 

- Vamos marcar uma saída?

 

Ninguém quer entrar mais.

 

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

 

Casas trancadas... Para quê abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...

 

Que saudade do compadre e da comadre!

José Antônio Oliveira de Resende

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

19 de Agosto – Dia Mundial da Fotografia


"Fotografia é minha forma de vida. Tudo o que me deu prazer, tudo o que me provocou revolta, tudo o que achei bonito eu expressei nesta linguagem."

Sebastião Salgado

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

11 de agosto - Dia Internacional da Logosofia

 

No dia 11 de agosto celebramos o Dia Internacional da Logosofia. A data nos remete ao nascimento, em 1901, do criador da Ciência Logosófica, o mestre Raumsol, e também à criação da primeira sede da Fundação Logosófica em 1930, na cidade de Córdoba, na Argentina.

 

Ao longo de sua vida, Raumsol dedicou seu tempo ao serviço de uma grande missão: difundir a sabedoria logosófica, em prol da superação humana. Construiu uma família, onde o respeito e o afeto estiveram muito presentes pelo cultivo consciente dos valores morais, a base para uma evolução consciente e perene. Guiou-se ensinando o conhecimento transcendente, aproveitando cada momento de felicidade que lhe foi outorgado. Reuniu em torno de si outros seres com quem estabeleceu uma convivência empática e inspiradora.

 

Raumsol conseguiu ainda, em vida, assistir à expansão de seu movimento para outros países, e consolidou sua obra em textos que até hoje servem aos estudantes de todo o mundo.

 

A Ciência Logosófica também é base para uma pedagogia, aplicada nas escolas da Fundação Logosófica, que educa para a vida consciente e promove o conhecimento de si mesmo.






Fonte: Logosofia | Brasil

11 de Agosto – Dia Nacional do Estudante

Os estudantes são uma parte essencial da educação e estar em sintonia com eles é uma das formas mais eficazes de promover uma aprendizagem mais significativa. Hoje é comemorado o Dia Nacional do Estudante, vamos entender como os estudantes desta geração pensam e se relacionam com o mundo?

 





 

Educador, você sabe como garantir uma aprendizagem de qualidade? Segue uma lista de atividades que vão auxiliar a lidar com as emoções dos jovens.


 


Fonte: @fundacaotelefonicavivo

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

06 de Agosto – Dia Nacional dos Profissionais de Educação

A aldeia pode ser transposta para uma comunidade escolar formada de inúmeras pessoas com funções diversas (bibliotecários, inspetores, coordenadores, merendeiras, auxiliares administrativos, profissionais da manutenção e limpeza, gestores, professores etc.) que educam cotidianamente crianças e jovens em escolas de todo Brasil.

 

6 de agosto foi instituído pela Lei 13.054/2014 como o Dia Nacional dos Profissionais de Educação, marcando a valorização reconhecimento para todos os profissionais que integram a comunidade escolar desempenhando papéis importantes, mas que em muitas ocasiões não possuem a visibilidade necessária.