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terça-feira, 9 de agosto de 2022

09 de Agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas

Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) “um planejamento com foco na equidade também exige um claro compromisso de reverter a situação de exclusão histórica que marginaliza grupos” (BRASIL, 2017, p.15). No Brasil, na América Latina e em muitas outras partes do mundo, as populações que ocupavam estes espaços originalmente foram violentadas durante os processos de expansão territorial dos colonizadores.

 

Ailton Krenak conta que “Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade. Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucas neste mundo maluco que compartilhamos”. (KRENAK, Ideias para adiar o fim do mundo, 2019, p. 14)

 

Dia 9 de agosto é o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1994 faz alusão à primeira reunião do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre as Populações Indígenas, realizada em Genebra em 1982.

 

Logo após esse marco, em 2007, foi aprovada a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, documento que estipula padrões mínimos universais para a dignidade humana dessa população. Dentre as reivindicações do documento, destaca-se a inserção dos indígenas na Declaração Internacional dos Direitos Humanos, a inibição de remoção dos indígenas de seus territórios, o direito à autodeterminação, a garantia e a preservação da integridade física e cultural dos povos indígenas, e o direito à utilização, educação e divulgação dos seus idiomas próprios.

 

Além da comemoração, a data nos aponta para a luta dos povos indígenas por visibilidade social, direitos básicos e dignidade humana, e para a necessidade de, ao nos comprometermos com uma luta antirracista, também falarmos do racismo estrutural sofrido por essa população.

 

Entendendo a leitura, a mediação de leitura e um debate de qualidade como fundamentais para o contato com a diversidade e a construção de estruturas mais justas e democráticas baseadas em uma real equidade, sugerem-se alguns títulos da Editora Companhia das Letras que trazem questões relacionadas às culturas indígenas:

 

Ensino fundamental – Anos Iniciais

 

Vó coruja

 


O mundo de Tainá

 

  

Aldeias, palavras e mundos indígenas

 

 

Histórias de índio

 


Uma amizade (im)possível

 


Histórias do Xingu

 

 

Qual é o seu Norte? – Viagem pelo Brasil

 


Menina Japinim




Naná descobre o céu




Ensino fundamental – Anos iniciais e finais

 

Diário de Pilar na Amazônia

 

  

Nós: uma antologia de literatura indígena

 


 

Ensino fundamental – Anos finais

 

Contos e lendas da Amazônia

 


Ensino fundamental – Anos finais e Ensino médio

 

Índios no Brasil: história, direitos e cidadania

 


 

Artes indígenas

 


 

Ideias para adiar o fim do mundo

 


 

Histórias indígenas dos tempos antigos

 

 

A majestade do Xingu

 

Ensino médio

 

Rio acima

 


 

A vida não é útil

 

domingo, 7 de agosto de 2022

173 anos sem Anita Garibaldi

No dia 4 de agosto de 1849, exatamente 173 anos atrás, morria a revolucionária Anita Garibaldi. Em foto rara, tirada entre 1842 e 1849, Anita aparece vestindo trajes masculinos.

 


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Vidas que dariam romances... Quantas vezes não se ouviu isso? O surpreendente é que a vida de Anita Garibaldi não tenha dado mais romances. Talvez por ser uma vida tão romanceável, a de Anita tenha sido um desafio que poucos quiseram enfrentar, com medo de que a ficção não ficasse tão fascinante quanto a vida. É o dilema do romance histórico: o romance não pode desmentir a História e a História não pode inibir o romancista, que também precisa inventar a sua boa história, o seu romance independente da História. Flávio Aguiar resolveu o dilema não apenas fazendo um livro muito bem escrito – mas uma biografia também pode ser bem escrita – como contando a história de Anita por outra vida, a do Costa, com liberdade para inventar, imaginar, conjeturar, exercer, enfim, todos os sortilégios do ficcionista sem trair a História. Flávio Aguiar sabe que o romance de uma vida é feito de muitas vidas e trazendo um personagem secundário – um coadjuvante – na vida de Anita para o primeiro plano ele o coloca ao lado do leitor, como companheiro de viagem e confidente, nesta louca e admirável aventura por dois mundos. Aguiar contando Costa contando Anita, vidas que deram um romanção.

Luís Fernando Veríssimo, sobre o premiado romance ANITA, de Flávio Aguiar

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Dicas de leitura

ANITA, romance histórico vencedor do Prêmio Jabuti, de Flávio Aguiar

 https://bit.ly/3BjVROt

 

GARIBALDI NA AMÉRICA DO SUL: o mito do gaúcho, de Gianni Carta 

https://bit.ly/3uWHeNu

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Na TV

Garibaldi na América do Sul, com Gianni Carta e Flávio Aguiar 

https://bit.ly/2RkYiOs

 

“A casa de Garibaldi”, por Flávio Aguiar

https://bit.ly/3hpZ8Eg

 

“Anita: história de um romance”, por Flávio Aguiar

https://bit.ly/3wRhKDl

 

Fonte: Blog Boitempo