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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Literatura

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918) foi jornalista brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 15. Escreveu a letra do Hino à Bandeira brasileira. Como um dos principais representantes do Movimento Parnasiano (escola literária nasceu na França por volta do ano 1850 e tinha como principais características o positivismo e cientificismo da época, o que estava em oposição ao pensamento do Romantismo). 

Bilac valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.

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Sua primeira obra foi publicada em 1888 "Poesias", apresentada em várias temáticas.

“Nel mezzo del camin...”, famoso poema de Bilac que retoma o verso de abertura do livro Inferno, que é a primeira parte d’A Divina Comédia, obra-prima do poeta italiano Dante Alighieri.

A preservação do estilo rígido na construção dos poemas é visto claramente na sua busca pela métrica e estrofação para uma regularidade clássica e precisa. A exemplo, pode-se citar o poema “Profissão de fé”, onde ele mesmo afirma a rigidez de sua norma.

Devido as fortes convicções políticas, “sobressaindo-se a ferrenha oposição ao governo militar do marechal Floriano Peixoto”. Em 1907, Bilac foi eleito pela revista Fon-Fon o “príncipe dos poetas brasileiros” e constitui a Tríade Parnasiana.
 (Fonte: Guia do estudante) 

Música Brasileira

Olavo Bilac

Tens, às vezes, o fogo soberano

Do amor: encerras na cadência, acesa

Em requebros e encantos de impureza,

Todo o feitiço do pecado humano.

Mas, sobre essa volúpia, erra a tristeza

Dos desertos, das matas e do oceano:

Bárbara poracé, banzo africano,

E soluços de trova portuguesa.

És samba e jongo, chiba e fado, cujos

Acordes são desejos e orfandades

De selvagens, cativos e marujos:

E em nostalgias e paixões consistes,

Lasciva dor, beijo de três saudades,

Flor amorosa de três raças tristes.

BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 23ª edição. 1964, p.263.

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