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terça-feira, 3 de abril de 2018

O Cortiço (1890) – Aluísio Azevedo


A Literatura Brasileira, desenvolvida desde o Período Colonial, é muito vasta e rica em sua composição, e em seus diversos gêneros, como poemas, contos, crônicas, romances, entre outros. O país é berço de singulares autores e autoras de livros, repletos de elementos originais e simbólicos, que variam de acordo com a escola literária: brasilidade, ufanismo (um caráter mais intenso de patriotismo), amor e paixão, crítica política e social, por exemplo.

Logo, a fim de adicionar um maior conhecimento de mundo acerca da Literatura, é importante relacionar a obra O Cortiço, inserido na escola literária do Naturalismo, que pode ser mencionado em vários assuntos:
 
 O Cortiço (1890) – Aluísio Azevedo

Mesmo tendo sido escrito há mais de 100 anos, o livro continua muito atual, evidenciando pautas que ainda estão presentes no Brasil:

segregação nas cidades e ocupação urbana desordenada: o livro se passa em um cortiço, local insalubre onde vivem pessoas desprestigiadas socialmente. Elas moram nesse local em função da mudança de dinâmica dos lugares em que estavam antes: é a chamada gentrificação:

“(…) a chegada de moradores de alta renda atrai investimentos ao bairro, que elevam os valores dos aluguéis. Isso deixa os preços inviáveis para a população de menor poder aquisitivo que ali vivia. Logo, ela tem de se mudar para locais mais afastados.”
Disponível no site do Nexo Jornal. Reportagem de 02 set. 2016.

problemas ambientais urbanos e impactos na saúde: os moradores do cortiço tinham de conviver com a falta de saneamento básico, que ocasionava focos de doenças, sendo propícia a animais vetores de enfermidades.
   
imigração: no livro, são mostrados personagens imigrantes, vindos de Portugal. Um deles, Jerônimo, acaba sendo bastante modificado pelo contexto em que está inserido: o português altera radicalmente seus hábitos e costumes ao longo do tempo no cortiço.
   
pedofilia: em determinada parte do livro, a personagem Pombinha, que era menor de idade, foi abusada pela prostituta Léonie, que forçou um princípio de relação sexual com ela. Isso é escrito de modo explícito, não proporcionando outras interpretações: o consenso não aconteceu.
   
exploração do trabalhador: o personagem João Romão é a representação do capitalista que quer enriquecer por qualquer meio; desde a exploração de seus subordinados (como a antiga escrava Bertoleza, que trabalhava intensamente), até o roubo de  material de construção e dinheiro, por exemplo.

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