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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Ainda pior que a Convicção do Não...


Ainda pior que a Convicção do Não...
É a Incerteza do Talvez, é a Desilusão de um Quase...
É o Quase que me incomoda, que me entristece, que
me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem Quase passou ainda estuda, quem Quase morreu
ainda está vivo, quem Quase amou não amou...
Basta pensar nas Oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas chances que se perdem por medo, nas
ideias que nunca sairão do papel por essa maldita
mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher
uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e
Frieza dos sorrisos na Frouxidão dos abraços, na Indiferença
dos “Bom Dia” quase que sussurrados.
Sobra Covardia e falta Coragem até para ser Feliz.
A Paixão queima, o Amor enlouquece, o Desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a
Alegria e a Dor, mas não são. Se a Virtude estivesse mesmo
no meio termo, o Mar não teria ondas, os Dias seriam nublados
e o Arco-íris em tons de cinza.
O Nada não Ilumina, não Inspira, não Aflige nem Acalma, apenas
Amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que Fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam
ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos
somente Paciência, porém, preferir a Derrota prévia à duvida da
Vitória é desperdiçar a Oportunidade de Merecer...
Pros Erros há Perdão; pros Fracassos, Chance; pros Amores Impossíveis, Tempo. De nada adianta cercar um Coração Vazio ou Economizar Alma.
Um Romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é Romance.
Não deixe que a Saudade sufoque, que a Rotina acomode.
Desconfie do Destino e Acredite em você. Gaste mais horas Realizando
que Sonhando, Fazendo que Planejando, Vivendo que Esperando porque embora quem Quase Morra esteja Vivo, quem Quase Vive já Morreu..."

Autoria desconhecida
(Texto erroneamente atribuído à Fernando Veríssimo)



“Existe no Silêncio, uma tão profunda Sabedoria que

às vezes ele se transforma na mais Perfeita Resposta...”

* Fernando Pessoa *

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